sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Pedaço

Em que algo faça ser,
Nalguma terra sem fronteira!
A despedaçar melancolia então,
Ao céu, que é são.
Não,
Temo em meu peito algo assim
Nuvens claras mal cuidadas
Ao despencar em desilusão
Atroz, em formas tão
reais, que embalam a noite
em consistência que semeam a
Tensão.
Em troca o verbo perde a
Voz.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Dos prédios que me edificam,
Doce são as luzes
que não embalam
o filha da pedra.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Menicircense

Meninice da noite, molecagem da lua.
Rói o queijo que desfaz a luz!
Anda feito candango que pula:
Não se faz mais balão de festa
sem pedra de enchente.
Um dia, feito criança,
falei verdades em forma de vida.

domingo, 16 de junho de 2013

Insígnia

o legado das coisas
é interessante.
Mas por qual estrela devo 
percorrer
o instante?
Avante! Devo dizer ao retrocesso,
de uma folha viva,
que deita em meu ombro.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Pequena solidão
Morteiro lançado
Percorre o espaço
E não chega a seu destino
Nunca.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Angst II

Lavra a cana 
O esboço do buraco
Passarinha pra lá
Esvanece pra cá
Com pá de cavar,
Palavra.


domingo, 4 de novembro de 2012

Angst I


Com palavras
tento conter
o que não se contém.
Transborda,
Infernalmente por todos
os furos.
Infesta a ação,
Em festa há cão,
Fresta.