terça-feira, 18 de maio de 2010

Para uma Existência Material I

Não são poucas as vezes
Em que me sinto tão pequeno,
insignificante perante aos vastos
campos verdes tão orgânicos,
À imensidão do firmamento, distante
e intocável em sua exuberância.

É nessas horas que fecho meu peito
e me retraio em minha existência
efêmera e tão destituída de valor.
Respiro baixo para não ser percebido,
o ar que me sustenta.
Transpiro, exalando o odor da minha
inexorável podridão enquanto ser humano.

Não há como alcançar as estrelas
e prefiro prender-me aos grãos vivos
de terra que aperto em minhas mãos.
Lembro dessa condição limitada,
a matéria à qual sou preso
que um dia se tornará fétida
e apenas restos de um corpo vazio.

7 comentários:

Angelo Rodrigues disse...

Grande Daniel,

parabéns.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Belo poema...

Agradecido pelas suas visitas e palavras no Rembrandt

Abraço

Vanessa Souza Moraes disse...

Não se alcança as estrelas.

Mas ainda pode-se vê-las.

Lilian disse...

Somos poeira =*

Maria Luísa disse...

alvez seja graças a limitação e ambição ao exremo que ela nos causa, que escrevemos...
compomos...
tocamos...
vc pd até não tocar as estrelas, mas pd recria-las nos versos, coisa que vc faz e mto bem!
parabéns

Paulo Tamburro disse...

DANIEL,

as estrelas estão a um palmo do seu corpo, pegue-as quantas quiser,apenas feche os olhos.

Desejos de olhos abertos prejudicam a riquesa dos nossos sentidos, e ninguém consegue ver nada com os olhos.

E no livro que todo mundo lê aos 14 anos, O pequeno príncipe,(rs),Antoine de Saint-Exupéry, já dizia que nós só vemos com o coração.

Portanto,para pegar quantas estrelas quiser, é só fechar os olhos e tê-las com o coração.

Para você que gosta de psicanálise, o velho Freud já dizia que tem valor, não aquilo que você verbaliza, mas sim o que fica nas entrelinhas das suas vebalizações.

Daí ele ter criado o método da Associação de idéias que entendem -por associação - aquilo que a verbalização consciente e filtrada pelo superego, não permite ser interpretada cientificamente.

Há sim, como alcançar as estrelas, é apenas uma questão de abstrairmos e encontrarmos na vida a leveza do ser que pode ser carregado para o infinito, passando por todas as estrelas, viajando entre elas, e morando em algumas.

Só depende de você!

Parabéns pelo seu blog.

Voltarei sempre aqui.

Um abração carioca.

Chica disse...

Maravilhosa tua poesia,Daniel!abraços,chica

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