sexta-feira, 30 de julho de 2010

Solidão

Paira sobre mim, louca amante,
Sempre tão presente.
Beije meus lábios na escuridão,
Quando ninguém estiver vendo,
Ó, tenra companheira!
Do teu amor não desconfio,
E entrego-me de corpo e alma
Minha doce solidão.

3 comentários:

Gian Le Fou disse...

Extraordinário, o fim com certeza uma dádiva.

Grande abraço!

Grasi disse...

Gostei daqui... tudo muito lindo.
Voltarei mais vezes.
Tô te seguindo, tá?!
Bjão e um super começo de agosto prá ti.

Karla disse...

Lembrou-me toda a melancolia dos textos da Florbela, principalmente o quase-contentamento pelo estado de solidão... às vezes é sufocante e às vezes é indispensável.

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