quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Cantiga da Saudade

Em cada ausência tua se faz o meu sofrer,
Em cada verso meu uma lembrança de você.
A cada passo dado um suspiro em voz alta
Minueto da saudade, é de ti querida, que sinto falta.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Poema de Dois

-Queres me acompanhar nesta jornada?

-Decerto que não teria como recusar tal convite para desfrutar de sua presença em ocasião tão agradável

-É muito linda a maneira que tu me tomas...


- É muito linda a maneira que tu me fitas... Por que te preocupas?

-Faltam-me palavras. Por este rumo não saberei para que estrada devo caminhar, uma vez que tu me deixas  encabulada, porém lisonjeada. Sinto-me entorpecida por suas palavras tão sublimes

- Não há porque se sentir de tal forma, visto que tua formosura é mérito único e exclusivo de tua pessoa. E se não souberes que estrada caminhar, decerto que sei o que deves fazer: Segura minha mão que a levarei aos trilhos da felicidade

-Tu queres me matar? Então vais e enfia logo uma faca no meu peito!!!

- A única morte que tenho a ofertar-lhe é a de excesso de felicidade

- Então pegarei em tua mão e pedirei que me leves logo para este trilho, porque meu peito já arde de tanta dor. Então posso acreditar em tuas palavras e seguir em frente?

-Minha mão já está estendida, basta que tua vontade contribua com a minha... Homem de palavra que sou, bato forte no peito ao desferir qualquer declaração

- Então digo-te que minha vontade caminha em comunhão com a tua. Já tomei minha decisão.

- Meu peito agora encontra-se em festejo e ebulição de tamanha felicidade que me proporciona! Em fogos de artifício explode a minha euforia, mil cores se formam para enlaçar essa sua decisão

- Tu és hábil com as palavras. Envolvente.


- Ó rosa, que de mais altivo olor me agradas com teu desabrochar, hei de mantê-la formosa em plena alegria!

- Diga-me mais coisas doces, porque é como se eu viajasse para outros mundos e minh'alma se engrandecesse de felicidade. Porque sinto-me prisioneira, acorrentada, atada da boca aos pés, ainda que eu tenha a chave nas mãos. Todas as minhas palavras aqui são de tamanha sinceridade, apesar do rebuscamento, confesso... Olharei nos olhos do meu algoz e direi para me deixar livre

- Minha mão estendida, cuja vontade tu acusas de comungar com a minha, há de te apoiar a romper com esses grilhões que impedem a tua felicidade! E meus braços estarão de fato cheios de carinhos para acolher cada pedaço que transborda deste teu corpo que não te comporta, como bem sabes que penso. Não sou homem de anedotas, apenas abro meu peito para receber-te

- Porque quero sentir o aroma das flores, o vento no peito, o sabor do mel genuíno da abelha que me deixou viciada no seu específico olor.


- Acabas de me deixar sem palavras...

- Sou capaz de jurar que teu beijo tem o sabor do luar... Já me deixaras muito antes, todas que esboçaste aqui

- Ressalto, todas de extrema sinceridade

- Faço de suas palavras as minhas

Daniel Senos e Jacqueline Loeser

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Fios Dourados

Ah! Mas tuas curvas não conseguem comportar
tamanha mulher que tu és!
Por mais que a contornem lhe dando formas e traços
(que meus dedos lépidos adoram deslizar sobre)
Algo sempre transborda, tão intensamente!
E é no teu lânguido beijo que sinto a tua 
presença, agora tão crua e carnal.
No arfar rouco e enlouquecido pelo desejo
é que me deleito de tamanho prazer!
No leito pecaminoso que se torna essa 
transmutação de pernas e sexos é 
que sinto toda tua pele desfazendo em mim
em pura paixão, em extremo tesão.
E quando se faz consumada sua ausência,
resta a mim as lembranças e 
os fios dourados agarrados em minha roupa.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Noite de Verão

Se já não enxergo
teus traços, faz-se o ocaso.
Passo-lhe a mão discretamente,
onde está seu rosto agora?
Ah! Mas me desperta a atenção 
os seus lábios, escuros...
e a paixão que arranco somente
deles e me molham de desejo.
E nesse lampejo último 
de vida, onde seu corpo viver
a última centelha de matéria
sobre o meu, 
Beijo suavemente tuas maçãs e 
fecho-me ao eterno escuro de 
uma gélida noite de verão.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Cochilo

Se tu vens e deitas em meu colo,
beijo ternamente suas maçãs e calo.
É que me encanto com a delicadeza
de tua presença e me instiga
a tua feminilidade tão peculiar.
Se de repente abres os olhos, 
respondo com um sorriso e um suspiro.
Me devolves um riso, radiante
Levantas e beijas minha boca.