domingo, 8 de janeiro de 2012

Noite de Verão

Se já não enxergo
teus traços, faz-se o ocaso.
Passo-lhe a mão discretamente,
onde está seu rosto agora?
Ah! Mas me desperta a atenção 
os seus lábios, escuros...
e a paixão que arranco somente
deles e me molham de desejo.
E nesse lampejo último 
de vida, onde seu corpo viver
a última centelha de matéria
sobre o meu, 
Beijo suavemente tuas maçãs e 
fecho-me ao eterno escuro de 
uma gélida noite de verão.

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