segunda-feira, 25 de junho de 2012

Ode ao Amor II


Imergir bem fundo, com confiança
E sem escafandro,
acreditar no amor.
Amar é encontrar no escuro 
A parte que falta em ti mesmo,
Na lascívia dos teus lábios,
No labirinto de tuas curvas
Na delicadeza de tua flor,
Que desabrocha em extremo rubor
E morre tão pequenina, como quem
Suspira grave e longamente.
Por causa do amor.

domingo, 24 de junho de 2012

Paris I

Ao canto do cisne louco,
O homúnculo sai desajeitado
Pela porta da frente da capela.
Banha-se nas águas do Sena,
Em busca de uma busca.