domingo, 22 de julho de 2012

Crônica do (A)caso

Ao me aproximar do portão
de sua casa, escuro.
Antevejo como num cinema
o teu beijo, desfeirdo à bolonhesa.
Os teus olhos semicerrados 
penetram a minha última camada cardíaca

Paro.

É que late alto o cachorro da vizinha
e o vendedor de pamonha sorri
comercialmente para mim.
Estranho por um instante cada
gramínea capinada da frente de sua casa.
Miocárdio contrai forte,
Ouço um rouco chamado apaixonado.

Disparo.

Tuas coxas encontram meus braços
e meus lábios se desfazem nos seus.

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